quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
YULA E O FIM DO MUNDO - 21/12/2012
Às 10 horas da manhã, Yula me chama. Calor e abafamento dos dois dias nos massacrando, apesar do ventilador.
Ainda tomou refresco de groselha, e partiu. O fim do mundo foi para Yula.
Gritei, gritei e chorei minha dor enorme, amparado por Fátima, minha vizinha.
Agora nos restam os Natais e Anos Novos, até que o fim venha e descanse nossos corações e mentes.
Ainda tomou refresco de groselha, e partiu. O fim do mundo foi para Yula.
Gritei, gritei e chorei minha dor enorme, amparado por Fátima, minha vizinha.
Agora nos restam os Natais e Anos Novos, até que o fim venha e descanse nossos corações e mentes.
| Eu e Yula |
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
19/12/2012 - LOBO DE NATAL
À beira da cova das serpentes, procuro escpar para o Natal. No entanto, ansioso, espero o dia 21. O fim anunciado. Salvo engano dos intérpretes.
Enfrento cobras enormes de dores e mal-estar para chegar ao local onde um grupo festeja, o pré-natalino. Tenho boas amigas lá. São pessoas ferventes como eu. Tento conviver. Mas, reencontro lá, o LOBO.
A pelagem é dourada. A doçura é imensa nos grandes olhos claros. A boca suave prenuncia massacres. O corpo instiga abraços. Ele me vê. Nos vemos. (Preciso fugir!). Ou nos devoraremos doce e loucamente.
A gente "se fica" de alma (o que é pior). Nossos olhos se enchem de nós mesmos. (Não quero, não quero amor!). Amar é sofrer. Amor lindo gera volência e morte.
A gente se vê. Se sente. E no abraço festivo meu corpo se entrega, com carinho e com volúpia. Dói!, dói! Preciso fugir desta loucura fascinante de anjo e lobo. A pantera em mim ruge enlouquecida.
E fugí da festa. Mas a festa continuou dentro de mim, me prendendo nas ondas verdes daqueles olhos claros. (sic).
Enfrento cobras enormes de dores e mal-estar para chegar ao local onde um grupo festeja, o pré-natalino. Tenho boas amigas lá. São pessoas ferventes como eu. Tento conviver. Mas, reencontro lá, o LOBO.
A pelagem é dourada. A doçura é imensa nos grandes olhos claros. A boca suave prenuncia massacres. O corpo instiga abraços. Ele me vê. Nos vemos. (Preciso fugir!). Ou nos devoraremos doce e loucamente.
A gente "se fica" de alma (o que é pior). Nossos olhos se enchem de nós mesmos. (Não quero, não quero amor!). Amar é sofrer. Amor lindo gera volência e morte.
A gente se vê. Se sente. E no abraço festivo meu corpo se entrega, com carinho e com volúpia. Dói!, dói! Preciso fugir desta loucura fascinante de anjo e lobo. A pantera em mim ruge enlouquecida.
E fugí da festa. Mas a festa continuou dentro de mim, me prendendo nas ondas verdes daqueles olhos claros. (sic).
| O Lobo e a Pantera |
sábado, 15 de dezembro de 2012
Na Trilha de Mabrouka - 15 de dezembro de 2012
Mabrouka, amaria e o principe do principe do deserto se ela existisse. Mas ela não existe.
No dia 10 ela ficou meditabunda entre as palmeiras do seu oásis. Ele também é miragem. E persiste ao luar. Ela pressente além nas dunas prateadas a figura do seu senhor. Ele canta coisas belas demais. O coração de Mabrouka salta como pássaro liberto. A dor da alegria é tão grande que a sílfide tomba. E morre. De novo.
Pelas ruas tristementes natalinas, ando à procura de Edinho. Vou peidando pelas ruas entre as pessoas tristes e feias. Porque, os velhos reteem gases peidorreiros. São gases que me saem da alma ferida e se espalha nas ruas entre os montros.
Não encontro Edinho. Meu menino se escondeu no fundo do meu coração. Em casa o alarido de vida dos cães. E Yula presa na cela do corpo petrificado. Então eu choro por esse mundo sendo destruido por almas danadas.
De fora vem um cantar de mulher. Abro a porta, ao luar Mabrouka canta pra lua. É um triste lamento árabe. E se esfuma na areia.......
Ansioso espero o fim do mundo no dia 21.
Será desta vez? Será? Será?
Tomara.......
No dia 10 ela ficou meditabunda entre as palmeiras do seu oásis. Ele também é miragem. E persiste ao luar. Ela pressente além nas dunas prateadas a figura do seu senhor. Ele canta coisas belas demais. O coração de Mabrouka salta como pássaro liberto. A dor da alegria é tão grande que a sílfide tomba. E morre. De novo.
Pelas ruas tristementes natalinas, ando à procura de Edinho. Vou peidando pelas ruas entre as pessoas tristes e feias. Porque, os velhos reteem gases peidorreiros. São gases que me saem da alma ferida e se espalha nas ruas entre os montros.
Não encontro Edinho. Meu menino se escondeu no fundo do meu coração. Em casa o alarido de vida dos cães. E Yula presa na cela do corpo petrificado. Então eu choro por esse mundo sendo destruido por almas danadas.
De fora vem um cantar de mulher. Abro a porta, ao luar Mabrouka canta pra lua. É um triste lamento árabe. E se esfuma na areia.......
Ansioso espero o fim do mundo no dia 21.
Será desta vez? Será? Será?
| Anna Maria Sandri - Viveu Mabrouka em filme europeu em 1956. |
| Certos velhos têm gases |
| Marla English - Viveu Mabrouka em Legião do Desrto em 1954 |
Ilkias morreu - Dezembro 2012
Ilkias foi rei. Soberano do Carnaval em Feira de Santana. Ontem dia 15, pressenti quando carteiro chamou. Ví o envelope que lhe mandei voltando. Falecido. Por muitos anos nos correspondemos trocando fotos sobre Dorothy Lamour e as estrelas do passado. Trocávamos fatos de nossas vidas. Amigos.
Ele era alegre e cheio de amor. Uma vida! E foi embora. Chorei por ele. Por nós. Consola pensar que possa estar com as estrelas que tanto amamos. Deve estar com Dorothy Lamour, a princesa da selva, colhendo flores nas florestas dos sonhos e memórias lindas.
Seja sempre conte, Ilki querido!
Ele era alegre e cheio de amor. Uma vida! E foi embora. Chorei por ele. Por nós. Consola pensar que possa estar com as estrelas que tanto amamos. Deve estar com Dorothy Lamour, a princesa da selva, colhendo flores nas florestas dos sonhos e memórias lindas.
Seja sempre conte, Ilki querido!
sábado, 8 de dezembro de 2012
TRISTEZA
Acabo de perder um grande amigo. Morto em mim quase no Natal. O Natal matou o belo príncipe. As areias do deserto antes de fino ouro e rendas agora queimam a pele da Mabrouka. As carnes feridas em profundo azul apodrecem nas arvores de Natal. Ela está morrendo. Seu crime, foi amar a beleza. Divulgar a beleza. Mas Tuaregues furiosos "cagaram" no seu sonho. E ela só queria mostrar as elas imagens do seu amado senhor.
Se ferrou a putona. Agora sentada à beira de sua tenda no oásis em chamas ela espera para se entregar a qualquer vendilhão do templo. Ela espera o castigo do que não houve. Chora a morte do principe do deserto dentro de seu coração, dejá apodrecido.
Bauru, 08 de dezembro de 2012.
Isto é uma carta de adeus.
Se ferrou a putona. Agora sentada à beira de sua tenda no oásis em chamas ela espera para se entregar a qualquer vendilhão do templo. Ela espera o castigo do que não houve. Chora a morte do principe do deserto dentro de seu coração, dejá apodrecido.
Bauru, 08 de dezembro de 2012.
Isto é uma carta de adeus.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
04 de Dezembro 2012_Voltando do Fundo do Poço
Voltando do fundo do poço,Meus votos de Boas Festas, Pessoal.
Vamos tentar outra vez!
Bauru, 04 de dezembro de 2012.
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