quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano Novo e o Killer 31/12/2014

Não mais Natal!
O último me feriu tanto que nunca mais sairei.
Ano Novo eu já não saia há anos.
Não acredito em Ano Novo, mas comemoro com meus cachorros.

Pretendia pedir desculpas aos meus amigos e ao mundo, por minhas postagens implacáveis e chocantes.Contudo, é a realidade!
Eu não tenho a cascara da ilusão de todo o mundo.
Encaro e vivo a realidade sempre! Não tenho jogo de cintura! Falo todas! E foda-se o que possam pensar de mim!
Mas, eu ia fazer uma mensagem positiva para todos.
Saio para ir ao mercado, e aquela gente louca, agitada, cheia de ilusão me tonteia.
Um funcionário grita alto na minha orelha.
Assusto, e vem a dor....
O mal estar, o surto.
Cheio de dor e raiva, libero o KILLER.

Planejo outro crime!

Em janeiro falarei sobre.

Não vou desejar Feliz Ano Novo, isso não existe nessa terra de merda.
Não tenho essa ilusão e nem ilusão alguma que esconda a triste realidade da miserável condição humana.

Peço perdão apenas, as raras pessoas que ainda gostam.
Entre eles, está você Juliana Souza, que redige essa mensagem terrível.

Tchau...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MINICONTOS - 29/12/2014

KILEER 2015
Ele está escondido atras do portão da casa. Nas mãos um martelo. Espera o leiturista da luz. Dentro da casa a TV fala e mostra o encontro de mais 10 cadáveres pela cidade. Duas mulheres. Os demais são homens gordos agarrados aos seus celulares. Todos têm a boca esmigalhadas, destroçadas por marteladas. Atrás do portão ele espera o leiturista da luz. O homem grandalhão sempre chega gritando. Ele se assusta e passa mal. Agora, espera ansioso a chegada do homem.........
Feliz Ano Novo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

NATAL, NATAL, NATAL! (SILÊNCIO DOS INOCENTES) - 19/12/2014

Dias anteriores ao Natal são dias de agonia. Uma mistura de sonhos, desejos e frustrações. A maioria é infeliz e não tem nada para distrair a sede de gozar. Acaba em morte, álcool, drogas e violência. Então, são sacrificados milhões de inocentes, de todas as espécies. Em seus cercadinhos, os bichinhos esperam a hora do sacrifício. Medo e dor.

Não faço trégua de Natal. Fujo do inimigo o tempo todo. E não quero papo e não quero saber de nada. Só dou o meu sorriso e minha atenção para as raras pessoas de quem gosto.

Nunca tive Natal em família. Nessa época só conheci medo, frustração e revolta. Eu ponho meus podres na mesa. Sou neurótico e tenho essa coisa no olho que o bichinho da toxoplasmose devorou. Sei lá se isso ajudou a "foder" meu natais.

Contudo, sou agradecido ao Deus do Universo por colocar no meu caminho a Familia Souza e também o grande amigo Professor Antonio Carlos Meira e esposa Sandra Sampieri. Eles me deram por muitos anos o carinho, o calor festivo, as luzes coloridas, os doces e gostosuras da época. Por muitos anos eles me deram o Natal em familia que nunca tive em minha casa.

Por isso, como sempre, enfeitei toda minha casa com luzes e bolas de alfajor, flores e frutas. Alí, com minha cachorrada, pra quem já comprei a ceia, espero ansioso a vinda de Irma Regina de Souza me buscar para outra noite feliz. Alí encontramos o verdadeiro Natal, o berço de Jesus.
Natal 2014

Natal 2014

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Flores para vocês todos










sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DÉCADA DE 50 - OS PODERES DA USA - 12/12/2014

SER SOBREVIVENTE É MORRER MAIS LENTAMENTE
Fui menino, adolescente e adulto nos anos 50. Recém-saídos da 2ª guerra, vivíamos um período romântico. Os Estados Unidos recebiam homenagens ao grande guerreiro que foram. O mundo imitava a USA, na moda, na cultura, modo de viver. O maravilhoso cinema norte americano difundia a imagem do modo de vida. Vivíamos uma farsa romântica de viver. Todo mundo copiava os norte americanos. E era bom, era colorido, divertido. Mas era tudo mentira. Porém uma mentira deliciosa que me ajudou a viver no escurinho das salas de cinema.

A família era mais unida. Os conceitos judaico-cristãos eram seguidos na religião, na sociedade, na sexualidade. Era repressor, mas também trazia mais sossego. Havia menos doença, o câncer era mais raro, os estupros menos frequentes e a pedofilia era tão escondida que ninguém sabia. Acreditava-se mais em Deus e havia até esperança nos corações. Vivíamos uma mentira salvadora.

Na década de 60, com os requebros de Elvis Presley, surgem os Beatles. Os rapazes de Liverpool trouxeram a liberação dos costumes. Sua presença carismática e sua música linda abriram as comportas do inferno. O modismo infernal atingiu o social, a moda e liberação sexual. Por essa época o macho humano descobre que não é pecado "dar o rabo". Que está livre para poder "comer" o seu melhor amigo. Virou um inferno a caçada entre homens. Na década de 70, as mulheres se queixavam de não existir mais homens. Os poucos bissexuais que resistiam à onda avassaladora não conseguiam prover toda a necessidade feminina. Nessa época aumentou o lesbianismo. E aumentaram as doenças (DST) sífilis, gonorréia, etc. O uso de álcool e drogas chegou ao paroxismo. Todo mundo louco. Então possivelmente uma ala do poder político resolve acabar com a farra toda. Tanta liberação, principalmente sexual, põe em perigo o domínio do poder. ENTÃO ALGUÉM SOLTOU O BICHINHO DA AIDS NO POVO. Mas o tiro saiu pela culatra e o vírus pegou todo mundo em todos os setores, até na ala vip.

E acabamos nós todos com o que vemos em torno. Violência, decadência e morte. Desarvorados, os seres humanos se atracam e se atacam num massacre dia após dia. Corpo e mente alterados por vícios e doenças. Os jovens atuais não conheceram a beleza, uma pena. Eles só conhecem a violência, o sexo que mata e destrói e o vício que ilusoriamente ajuda a fugir disso tudo.

Para nós, que conhecemos a beleza, resta o plano da memória e a certeza de que os sonhos morrem primeiro.