segunda-feira, 19 de maio de 2014

SALÃO GRENAT - 19/05/2014

AGOSTO DE 2001


Encontro no portão esta mensagem, colocada por um mulato forte, me disseram. Foi durantes ensaios da vida e obra de Dona Celina Neves, no Teatro Municipal. Eu estava fragilizado e muito doente e tive que rosnar e mostrar as unhas para sair direito o texto “Camões e o Jao” O último espetáculo dirigido por Celina, comigo e Luiz Ciniciato. Eu estava de gênio terrível e parece que Regina Ramos, a apresentadora, resolveu fazer este pequeno estratagema. Não concordo com o que o homem disse. Ninguém é tão maravilhoso como ele imaginava que eu fosse.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

TEXTÍCULOS - 07/05/2014

CASSANDRA E O ROSA

COMO A TRÁGICA CASSANDRA DE TRÓIA, NÃO SE ACREDITA NO QUE EU FALO. NO SUPERMERCADO O HOMEM CHAMADO ROSA E EU FALAMOS E RIMOS DE NOSSA VELHICE. NA FILA DO CAIXA, EM VOZ ALTA, ELE RELEMBRA QUANDO ME DEU UM TIRO, NA JANELA DO HOTEL AVENIDA. RESPONDI QUE FOI HOMOFOBIA DELE, POR EU SER ENTÃO UMA BICHA LINDA. ELE CONFESSA QUE ESTAVA MUITO LOUCO. O POVO EM VOLTA, OUVINDO COM CARA DE PUTA.

GILETE NA LINGUA


ESSA TAL PROFESSORA DA USC, CONTINUA ME DIFAMANDO. A NÃO SER O HOMOSSEXUALISMO QUE EU ASSUMO, ELA FALA EM DROGAS E OUTRAS LOUCURAS QUE NUNCA FIZ. NUNCA CONHECI. PESQUISANDO SOBRE ELA, DESCUBRO QUE, SONDRA SÉ PASSOU PELA PREFEITURA, PELO DAE, PELA EMISSORA DE TV, SEMPRE CAUSANDO PROBLEMAS PRA TODO MUNDO. DESCUBRO TAMBÉM, QUE ELA FAZIA TUDO AQUILO DE QUE ME ACUSA. ELA É AMIGA DE FARRA, DE CACHAÇA DE LUZIA HORTA DA CULTURA. AS DUAS VARREM OS BARES NAS NOITES DA CIDADE EM BEBELANÇA E PROMISCUIDADE. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

SOBRE VÂNIA FORTUNA HOLLIDAY - 05/05/2014

Vânia Fortuna Holliday é uma exasperação criativa. Caricatura de uma falsa amiga. Bonita, mas quando beijava tinha gilete na boca. Deboche e raiva.
Foi meu segundo travesti inspirado no trabalho do Evaldo Barros, o Evil.
Na época, em 1995, fiz também Lady Natal, debochada e revoltada.

Agora preparo com Marisa Basso meu terceiro e último vídeo de travesti. "BICHA VÉIA" é um verdadeiro urro de raiva, revolta e mágoa.
Em breve.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

30/04/2014 - TEXTÍCULOS - A COPA

Textículos  - 30/04/201 a copa
Estou apavorado com a proximidade da copa. As bombas, as cornetas vuvuzelas, a agitação, violência e morte. De resto não me importa os jogos, a malandragem e os roubos em nome da copa.

Repito sempre os assuntos como descarrego.

Dr Red confirma: TOC, pânico, esofagite e que sou bipolar e epilético.

Sons e movimentos fortes e repentinos me jogam no susto da dor e mal estar.

Não suporto crianças, mongos, homem A.D. , homem gordo que grita, nóias , bêbados, pedófilos, espancadores de mulheres. Caio em surto por causa deles.

Desde que a mãe morreu eu agüento sozinho  essa estranha cruz, estranhas doenças. 17 anos lombeando esta merda, o que é normal a opção de ser só que sempre tive, mas as vezes fico cheio de terror na escuridão da casa de Usher.


Tenho intenso desejo de morrer ou de internar num asilo de velhos. Não posso por causa dos cachorros. Eles dependem de mim. Então fico fechado em Usher esperando a mão de Deus.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

HORROR NO SHOPPING - 27/04/2014

Para descansar da prisão de Usher, decido ir ver a feira espírita no Shopping Boullevar Nações. Mas estou em horário de síndrome, 19 horas. É horário de passagem onde me ataca o TOC, a bipolaridade, e a epilepsia, segundo os médicos. Em frente vou. O prédio iluminado é um ciclope que me assusta. Os seguranças ficam inquietos com minha presença. Como se eu fosse um bandido. E vou me enervando. E não acho a feira do livro. Subo e desço escadas rolantes abismais. Percorro corredores de luzes fortes, som alto e jovens agitados. Já estou suando, coração disparado, extrassístoles. Estou na barriga do monstro, com medo de cair morto ali. Morrer sozinho no Shopping. Tudo é gigantesco e amendrontador. Ninguém indica nada direito. Acho a feira do livro escondida numa caverna sombria. Mas, exausto, quero ir embora. Mas não acho a saída. Me arrasto pelo labirinto de corredores desesperados. Encontro uma senhora que também está perdida. Agonia. Finalmente saio do prédio. E vou parar no parque de diversões sobrenatural. Parece filme de terror. O parque vazio funcionando me assusta. Começo chorar. Aparece um segurança que me indica a pequena saída na cerca metálica. Estou cheio de dor e náuseas de vertigem. Perdido na noite. Um ônibus me leva pra casa. A casa de Usher me acolhe de volta. Ela me envolve em sua concha negra. E eu afundo no abismo dos últimos tempos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

TEXTÍCULOS - 03/04/2014

PORCO
-1-Estou porco. Mentalmente sujo e sangrando nas garras do demônio que todos trazemos no cérebro. Dr Red que é o maravilhoso dr Paulo Mateus levanta a lebre, sou também bipolar. Meus sintomas todos batem com isso. E meus pais eram bipolar. O triste disso é que descubro que minha intensa e enorme criatividade no campo cultural é doença. Fico desapontado em saber que minhas criações advêm de um distúrbio emocional.

Como vocês sabem, tenho TOC. Foi batido na cabeça quando criança, que me escraviza em rituais alucinantes. O pior é saber que minhas coleções de artes e cultura, livros, discos, objetos de arte e minha coleção de estrelas do cinema é tudo doença.

Estou porco. Porque tudo isso me enche de dor e mal-estar. E aí vejo que nada é amor, que tudo que amo e amava vira doença. É doença. Pela TV fico sabendo que além de coletor de trajes culturais sou também acumulador de animais. Acumulo cães. E que todo meu amor por eles é doença. Desapontado vejo que tudo que eu amo no mundo é doença. E que para ser normal tenho que fazer e aceitar tudo que as outras pessoas fazem, em todos os setores da vida. Então prefiro ficar com a doença mesmo do que viver essa merda que eles vivem, segundo vejo nos jornais e na TV. Estou porco e vou continuar assim até o fim.