segunda-feira, 1 de abril de 2013

TRANSCRITO DO BLOG MAFUA DO HPA

SALÃO GRENAT - 30/03/2013

PORTUGUES: BALAIO DE TIGRES
Meu português não é correto. Tenho problemas de acentuação e pontuação. No demais, fico a contento com o que escrevo. Fico em pânico quando alguém erra ao escrever um texto meu. Isso acontece muito neste Blogg, onde dependo de vária pessoas para digitar. Quando vejo os erros deles sinto-me muito mal. É parte da minha neurose.
 



O Delegado de Cultura Nidoval Reis, mui famoso poeta, publicou um livro de contos meus à minha revelia. Muito bom. Contudo, as pessoas que transcreveram e editaram cometeram pequenos erros imperdoáveis. Resultado: Não fui ao lançamento na livraria, nem ao coquetel. Abandonei tudo. O diretor de Cultural Nidoval enviou-me centenas de exemplares. Por todos esses anos venho distribuindo aos amigos. Corrijo todos os erros. É um saco.

quarta-feira, 27 de março de 2013

AS ESTRELAS E EU (CIDA SANTANA e ELÓY SIMÕES)

A RAINHA CIDA SANTANNA
1973 eu morava na Mooca com minhas tias Yayá e Ester. A favela de nordestinos ao lado ficou agitada com a chegada de uma loura espetacular num carro vermelho. Era Cida Santanna que veio me buscar a pedido do jornalista Antonio Carlos Meira. Para mim ser repórter redator do DB.


CIDA SANTANNA

CIDA SANTANNA

CIDA SANTANNA

CIDA SANTANNA
Cida como era comum na época, foi a grande e mais belas rainhas dos nossos carnavais. Nesse tempo, garotas da alta sociedade reinavam absolutas. No caminho já entrevistei a monumental loura. No centro da cidade encontramos meu Elóy Simões, famoso Dzzi Croquete cuja carreira eu acompanhava.
ELOY SIMÕES
Elóy e Cida foram minha primeira matéria no caderno de domingo. Página inteira assinado Esso Maciel. Isso deu encrenca por longos anos. Eu e o Meira fazíamos desfiles de estrelas. Da cidade e capitais. Cida posteriormente foi madrinha de uma exposição minha e de Gemile Diban no BTC. Empresária de peso, ela fez toda a produção da expo. E estrelou muitos carnavais e sucessos nas noites de baladas onde era estrela maior.

terça-feira, 26 de março de 2013

SALÃO GRENAT – 21/03/2013

Dr Stingel e o Beiral do Medo
A “coisa” atacou meu dente. Dr Stingel marca para as 18 e 30hs. Passei todo o dia atacado pela “coisa”. Atravessei a hora do demônio (cinco da tarde) e fui. Atravessei a cidade na hora da agonia (18hs). O povo alucinado. Chego na clinica em farrapos. Tombo. O amigo Stingel me ergue em sua calma e energia positiva. Fomos amigos em turma de jovens, curti com ele sua Banda Voodoo. Meu dentista há mais de 30 anos. Se ele se aposentar, mando arrancar todos meus dentes. Durante o tratamento minha mente vê um beiral estranho no dente. Me apavoro. Dr Stingel me acalma e me explica tecnicamente sobre este maldito beiral. Deixa meu dente como novo. Minha alma está tranqüila. E é assim que vou para casa. Os funcionários da Prefeitura sabem da sorte de ter Dr Stingel como seu dentista. Ele realmente tem vocação. Tanto é bom na sua profissão como em lidar conosco, seres humanos apavorados.
Obrigado, amigo doutor.

SEIOS
Sempre admirei os seis femininos naturais. Acho abominável essas bolotonas duras que as mulheres colocam no corpo a peso de ouro. Colocam na bunda também. E se tornam monstrengos nas imagens da mídia. 
Os primeiros seios que vi no cinema foi da atriz sueca Ulla Jakobson. Fui com minha mãe ver o filme aos 12 anos de idade. Foi no Cine Bandeirantes, censura 18 anos. Essa atriz ficou famosa no cinema americano até recentemente. Desde pequeno adorava a francesa Françoise Arnour que via na revista carioca em cenas do filme “Fúria dos desejos”. Os seios meio revelados, incríveis.
Aos 18 anos inaugurei os seios em filme proibido com a mexicana Ana Luiza Pellufo, inesquecível. A seguir, virei adorador dos seis de Gina Lolobrígida, Sofia Loren, Brigite Bardot, Gene Russell e Anita Ekiberg. Agora, atualmente, temos poucos para admirar com essa mania de mulheres monstros e homens depilados. Marlon Brando em cena de “Apocalipse Now” diria certamente “-O Horror! O horror!

sexta-feira, 22 de março de 2013

SALÃO GRENAT

CRIA DO MEDO
Edinho tem 6 anos. Carrega ainda efeitos da guerra medonha de Hitler. Carrega o medo do pai. O medo dos vizinhos. Divide a cama de solteiro com um dos parentes. A quentura do corpo encostado nele o incomoda. O parente tenta arrancar a calça do seu pijama. A batalha das noites. Reage, taca o pé na cara do parente que sossega. O quarto da mãe é ao lado, mas ele não pode pedir socorro.
EDINHO

EDINHO

EDINHO
De manhã, a mãe costura em sua máquina Singer. No calendário ao lado o parente anota ajuste de contas para o dia seguinte. Ali ao lado da mãe. Terror. No quarto de banhos, ele espera que seja apanhar de cinta, pelado e sem chorar ou lamber as fezes do parente. Mas o castigo é outro. O que ele mais teme. O parente enche um balde de água e manda que pegue os dois garnisés (um casal) brancos, angelicais que ele tanto ama. Ele chora e implora piedade ao parente. Negativo. Ele tem que enfiar as avezinhas na água e ficar segurando no fundo do balde. Aí o parente  puxa tudo para fora. Exausto Edinho tomba no chão, mas não cede ao parente, que nunca conseguiu seu intento sexual.

AS ESTRELAS E EU (MARIA DELLACOSTA)

MARIA DELLACOSTA
Já era fã de Maria desde menino por seus filmes na década de 40. Maravilhosa. Quando fez MarylIn Monroe na Depois da Queda, viajei para vê-la. Posteriormente exultante entrevistei-a na comédia A Mala. Ela atuava ao lado de Leonardo Villar, não menos famoso e um gatão sarado que nem lembro quem era.  Eua só via Maria Dellacosta, minha deusa, que brilhava em Paris e pelo mundo (peço perdão ao Leonardo Villar, mas sei que ele entenderia meu lado).


Saindo de carona de Paraty com meus amigos, na entrada da cidade vi Maria e seu marido Sandro Poloni (eles tem o hotel Buxixo, famoso). Acenei pra ela que me acenou de volta. Não me iludo em pensar que tenha me reconhecido. Maria Dellacosta é uma pessoa super gentil e educada, além de grande atriz, uma dama perfeita. E nunca mais a vi.


DE COMO SER MALDITO

(COM AS ESTRELAS)
E APARECEU MARILIA PERA
No final da década de 70 Marilia Pera fazia enorme sucesso em “Apareceu a Margarida”. Fui entrevistá-la em seu hotel. Ela me atendeu pelo interfone. Fiz a matéria assim mesmo. À noite, ela colocou em cena um rapaz louro, peludo, belíssimo. Nú inteiro. Ele segurava uma grande imagem de Jesus. Um empresário figuração da cidade (meio parente dos meus parentes), tomou-se de fúria cívica e religiosa. Num pulo subiu no palco e arrancou o Cristo do rapaz aos gritos. Foi um pampeiro. Marilia Pera berrava, o empresário berrava, o povo gritava. Eu e o jornalista Sérgio Lhamas clamávamos a favor da atriz e da cultura.

Na redação, conto o incidente e falo de como muita gente queria ver o moço pelado de perto e de frente. Isso possivelmente acarretou o início do fim da minha carreira no jornal.  Fatos estranhos começaram a ocorrer. Minhas matérias sumiam. Do JC veio um tal de Escobar (agora morto) como diretor editorial. Tinha especial aversão por mim. Minhas matérias apareceram enfurnadas em suas gavetas. Isso tudo até minha expulsão e demissão do jornal envolvido numa trama maldita onde até de ser assassino fui acusado.